Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino | Entrevista com Rafaela de Faria

Dia 19 de novembro foi o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, e em homenagem a esta data tão importante, Rafaela de Faria, fundadora do ICOP, participou de uma entrevista com o Projeto Jovem Empresário, contando um pouco sobre a trajetória, motivações e desafios que enfrentou até conseguir abrir o próprio negócio. Confira abaixo:

 

Mulheres são ótimas ouvintes, pois desde pequenas aprendem a ouvir os conselhos das mães sobre como se comportar, o que fazer e não fazer para ser e não ser uma boa mocinha. Conforme vão crescendo, aprendem a ser um pouco psicólogas de amigos, pais, irmãos, namorados e acabam aconselhando todo mundo, mas do jeito delas. Rafaela de Faria, psicóloga, fundadora do Instituto de Coaching e Orientação Profissional – ICOP, contou um pouco sobre sua trajetória e em como decidiu fazer do Coaching e Orientação Profissional sua profissão e seguir empreendendo nessa área:

 

[PROJETO JOVEM EMPRESÁRIO] Conta para gente um pouquinho da tua história, Rafaela.

[RAFAELA DE FARIA] “Quem você quer ser quando crescer?” Foi com esse questionamento que iniciei meu interesse pela minha área profissional, de forma geral. Inicialmente, por meio de vivências pessoais. Após participar de dois processos de orientação profissional, escolhi cursar Psicologia. Para mim, essa escolha significava me tornar uma profissional que ajudaria e apoiaria pessoas a tomarem decisões de carreira de forma que assumissem o desejo delas e não o dos outros, tornando a escolha mais fácil, leve, consciente, madura e segura.

Iniciei minha graduação em Psicologia no ano de 2003. Na trajetória acadêmica, reforcei meu interesse em também ser orientadora profissional. Como até o final do segundo ano do curso, ainda não tinham aparecido matérias que pudessem me ajudar na construção do meu papel como orientadora, parti em busca de formação complementar e fui aprovada no processo seletivo para estágio voluntário em Orientação Profissional no NPP da PUCPR.  Fiquei por dois anos e me tornei na teoria uma psicóloga habilitada para exercer atividades na área.

 

[PJE] De onde surgiu a inspiração para criar o Instituto de Coaching e Orientação Profissional?

[RAFAELA] Em 2008 concluí minha formação sendo conhecida como a “Rafaela da orientação profissional”. No mesmo ano também concluí uma Especialização em Psicologia Corporal e o título do meu trabalho de conclusão de curso foi “Aproximações entre Psicologia Corporal e Escolha Profissional”. Ainda nesse ano, participei da seleção do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e me tornei integrante da Associação Brasileira de Orientadores Profissionais (ABOP). Formada em Psicologia e aprovada na seleção do mestrado, em 2009 fui convidada para trabalhar na PUCPR como psicóloga e orientadora profissional do projeto Aliança Educativa. No mesmo ano, também me tornei sócia da empresa PsiCoach, onde atendia clientes adolescentes e adultos que buscavam realizar (re)escolhas profissionais. Foi aqui que começou meu interesse por empreender!

Em 2011, concluí o mestrado, terminei a terceira pós-graduação. Essas duas conquistas e encerramento de ciclos me fizeram parar e pensar: “parece que eu cresci, mas e agora?” Depois de muito pensar, e pela primeira vez desde 2002, eu não sabia o que fazer. Depois de muito pesquisar – sobre mim, sobre demandas dos clientes e sobre mercado de trabalho – em junho de 2011, eu estava em São Paulo iniciando minha formação em Coaching profissional e pessoal no Integrated Coaching Institute (ICI) e decidida a abrir meu próprio negócio na área de Coaching e Orientação Profissional! Nos meses que seguiram, dediquei-me para inaugurar o Instituto de Coaching e Orientação Profissional (ICOP) e para o processo seletivo da Unicamp. Dia 11 de novembro de 2011 foi inaugurado o ICOP, e na primeira semana de dezembro recebi o e-mail de aprovação no doutorado em Educação.

 

[PJE] Qual foi o maior desafio ao empreender?

[RAFAELA] Decidi empreender principalmente por não encontrar uma empresa focada exclusivamente na minha área de interesse e com a preocupação técnica, comportamental e valores que fazem sentido para mim. Nesse tempo foram muitas conquistas, mas sobretudo inúmeros desafios e aprendizados. Não é fácil como parece para muitos! Não tenho garantia nenhuma de “salário” ou remuneração fixa, mas posso conquistar muito mais do que o “previsto” com foco, disciplina e dedicação; tampouco tenho benefícios, mas tenho liberdade (em tudo), não recebo por férias, mas posso escolher viajar quando quiser; não tenho folga em feriados e final de semana, mas invento meus próprios descansos nos dias que preciso. Foram e são escolhas e renúncias diárias na tentativa de cumprir com qualidade todas as responsabilidades que assumi. Enfrentamos imprevistos, e sabemos que provavelmente virão outros, mas que iremos superá-los e continuaremos seguindo em frente com foco no objetivo final: ser uma empreendedora que faz a diferença na vida das pessoas!

 

Leia a entrevista em: https://artigos.projetojovemempresario.com.br/blog/entrevista-com-rafaela-dia-mundial-do-empreendedorismo-feminino

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